Continuação
Os felires raramente arriscam ser descritivos. A linguagem deles não dá espaço para muita divagação. Podem-se sempre auxiliar da escrita em runas, mas é raro o felir que se aborrece com isso. Normalmente limitam-se a desenhar no ar as runas para os objectos que não conseguem referenciar no momento.
Certamente são a razão da escrita moderna não ter suplantado o uso das runas.
Ouço o chiar de uma porta, atropelado logo de seguida pela multidão de sons e tilintares que normalmente saem de uma casa de jogo. Conto cinco minutos até o ruído ir da forma que veio.
Como Nazgúa não parece minimamente preocupado, deduzo que seja Vadir. Também pelo tempo que se levou a fechar a maldita porta.
"Devias fechar a porta mal sais, não esperar que o façam por ti. Não tens respeito por ninguém."
"Não se trata de respeito, meu amigo. Eu pago para lá estar dentro, e eu pago ao empregado para estar lá dentro. Têm mais é que me fechar a porta quando eu saio. E sinceramente, têm vindo a levar mais tempo."
Nazgúa olha-me curiosamente e depois cumprimenta Vadir com um acenar de cabeça.
"Ele já te contou o plano? Eu também vou. Calha sempre bem um bom passeio! Especialmente quando a companhia é boa."
Esboça uma vénia a Nazgúa que revira os olhos.
Não me resta mais nada a não ser abanar a cabeça e suspirar mais uma vez. Só espero que não apareça mais alguém, preferia ter o mínimo de atenção possível.
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